Filhos com “Bichos Carpinteiros”

FILHOS COM MUITA ENERGIA E/OU SEMPRE COM “A CABEÇA NA LUA” ?

Já alguma vez foi chamado à escola do seu filho e teve que ouvir queixas sobre o seu comportamento?
“Não está atento, desestabiliza os outros miúdos, não obedece às regras da sala, não pára quieto”.
Pode até já ter-se apercebido em casa que o seu filho é agitado, se distrai facilmente e que parece ter
uma reserva inesgotável de energia. Ou que não leva as tarefas até ao fim e salta de uma coisa para a
outra sem nunca terminar. Pois bem, estes são sinais a que deve estar atento, porque podem indicar que
o seu filho sofre de Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção (PHDA), de algum tipo.
Esta perturbação pode ter uma origem orgânica (uma diminuição da capacidade de uma região
específica do cérebro) e/ou uma origem comportamental (os comportamentos afetam o funcionamento
do cérebro). Uma criança com PHDA pode mostrar-se muito impulsiva, agitada e apresentar
dificuldade de se concentrar, seguir regras e desempenhar tarefas. Evitam ou adiam as tarefas e
responsabilidades, por se sentirem incapazes ou frustradas e podem sofrer de baixa autoestima.
Na escola, o seu desempenho cai e as relações com os amigos tornam-se difíceis. Em casa, a relação
com os pais pode tornar-se tensa e até hostil. A criança é quem mais sofre, sente-se triste, solitária,
incompreendida, frustrada.
Mas a PHDA pode e deve ser tratada. A psicologia, com recurso a terapias cognitivas e
comportamentais, pode ajudar a criança a alterar os seus padrões de pensamento, substituir a crença
de incapacidade e o adiamento por compromisso e aceitação de responsabilidade. A atenção é treinada
para que a criança seja cada vez mais capaz de se concentrar nas suas tarefas. A terapia enfrenta
também os comportamentos da criança, ajudando-a a moldá-los e alterá-los para comportamentos
funcionais e aceitáveis. Com o decorrer da terapia, as crianças assumem responsabilidades e
compromissos com menos relutância e apresentam comportamentos de estudo mais saudáveis.
Com estes sucessos, sobe também a sua autoestima.
A PHDA não é um “bicho de sete cabeças”, mas é preciso dar o primeiro passo, procurar ajuda

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