Ansiedade em crianças

A ansiedade é uma emoção desagradável, que todos nós já experienciamos em determinado momento. As crianças também vivenciam ansiedade, que por vezes não é reconhecida, não sabem identificar, descrever ou compreender o quanto é excessiva ou irracional. Também pode não ser reconhecida por nós adultos, ainda existem crianças sossegadas, demasiado silenciosas, e que passa despercebido o seu sofrimento.

A ansiedade é um estado emocional que dispara como um alarme quando a pessoa se sente ameaçada mesmo que não entenda de onde ou quando possa aparecer o perigo. Os sinais de alarme são os sintomas somáticos: como inquietação, cefaleias, náuseas, vómitos, tremores, tensão muscular, dores abdominais, fadiga, perturbações do sono, palpitações, hiperventilação, tonturas, irritabilidade, má concentração e memória.

E os sinais cognitivos: pensamentos negativos excessivos e ansiogênico.

Há múltiplos factores para que uma criança tenha propensão para o seu alarme disparar: o seu sistema nervoso autónomo muito activado, reacções ansiosas e experiências percepcionados como ameaçadores reforçados e modelados pelos cuidadores.

A ansiedade não escolhe sexo nem idade, mas também não é um problema inelutável, manifesta-se de diferentes formas mas pode ser controlável.

É importante perceber que os pais têm um papel importante junto dos filhos, os pais por vezes preocupam-se de modo excessivo com os problemas e não prestem atenção que podem ser um factor de ansiedade e stress.

É importante por parte dos pais entender as manifestações somáticas da ansiedade para que possam identificá-las, aprendendo a não as temer e tranquilizar os filhos quanto às consequências. Pais com conhecimento permite desde logo reconhecer e distinguir sintomas, de forma a adotarem uma atitude serena, de confiança, que por si só, pode facilitar a tranquilização da criança; evite a desvalorização ou impaciência, o que poderá agravar o sentimento de ameaça que invade a criança.

Incentive a criança a conversar, a falar do que sente, procurando a causa da sua preocupação – por vezes a própria criança assusta-se com os próprios sinais do seu corpo. Se a criança se sentir compreendida, mais fácil ela expressa o que a preocupa, e a leve reconhecer as razões para os seus receios.

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